Onde está o meu corpo?

Se nos sentimos bem como Mães, nem sempre o ser Mulher acompanha esse pensamento...já não sinto que sejam os mídia apenas a bombardearem-nos 300 vezes ao dia com a história..."veja a Vip X emagreceu 10 quilos em apenas X dias...com a dieta Y milagrosa", somos nós nesta dualidade Mãe/Mulher que nem sempre se conseguem acompanhar uma à outra, ou seja é difícil estarmos bem nos dois papeis, a 100%. Temos espelhos em casa e as fotos não enganam já tivemos outro corpo, o nosso!!!

Um homem não imagina na maior parte das vezes o que sente uma mulher, depois de ter sido Mãe! Se se sente abençoada, por outro lado sente que saiu do filme a Bela e o Monstro e nem sempre a silhueta da Bela volta...
Acham que comentários tipo "ao menos tens uns filhos saudáveis", ou aquela típica "tu conseguiste ter filhos vês" ou então ainda " a Mãe é um receptáculo da vida e blá lá blá..."ajudam? Não muito...

São verdades?
Sim claro que sim, mas eu não trocava a minha barriga flácida e sem vida, num corpo que sinto que não é o meu...amo os meus filhos, o que eu gostava era que a maternidade tivesse sido uma cosia assim para o levezinho, como foi para a vizinha do lado por exemplo...esqueçam eu não tenho vizinhos do lado estou só a equacionar a coisa da "galinha da minha vizinha é sempre melhor que a minha".

Em suma gostava que esta flacidez da barriga desaparecesse...que a silhueta voltasse...gostava...se tentei já algo para a recuperar?
Sim...mil e uma coisas...

Ainda assim peço que conheçam este projecto fantástico que nos ajuda a lidar com este dia a dia...não têm que aceitar como uma mantra tola, se quiserem mudar mudem...

Ashlee Wells Jackson deixou, temporariamente, de retratar "pin ups" e resolveu apostar num documentário fotográfico sobre a relação que as jovens mulheres têm com o corpo após serem mães. The 4th Trimester Bodies Project é dedicado a promover a aceitação da "beleza inerente às mudanças que o corpo sofre" ao longo da maternidade — gravidez, parto e amamentação —, explica, por e-mail, ao P3. Ashlee teve uma gravidez traumática e depois de sentir a "estranheza" do seu novo corpo achou que estava na hora de tornar este projecto realidade. Começou pela sua própria história, num auto-retrato, e nos últimos quatro meses já fotografou quase cem pessoas. "As mulheres que participaram nestas sessões sentiram-se transformadas e fortalecidas e o público em geral tem apoiado muito", diz. "Para mim, isto é ainda mais comovente em mães que frequentemente sentem que os seus corpos foram arruinadas quando deveriam ser respeitados por criarem, aguentarem e alimentarem vida."
Aqui.

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