Conhecem aquele momento?
Em que alguém faz, uma grande asneira. Fica toda a gente à espera.
E então aparece um "pedido de desculpa" assim...
"Se alguém se sentiu ofendido…"
Ah. Está bem. Obrigada.
Não foi um pedido de desculpa. Foi um lamento com lacinho...
O que vimos da Cristina Ferreira não foi, bem um tratado de responsabilidade.
Foi, assim, mais um absolutamente nada!
A mensagem, foi esta: não fiz nada de errado. Vocês é que perceberam mal.
E a meu ver, foi mau, muito mau... mas quem sou eu, quer dizer!
Não estamos a falar de uma discussão de grupo de WhatsApp, ou um meme no grupo de facebook das "Mães desofendidas".
Estamos a falar de alguém com palco, câmaras, a esgotar tudo por onde passa...e um exército de pessoas a ouvir cada palavra,
A mesma pessoa que já declarou publicamente que quer ser chamada à atenção quando erra… foi a mesma que agora decidiu que, afinal, "prontos" não errou!
Conveniente.
E não, isto não é ódio. Não é inveja. Porque eu sempre segui o trabalho da Cristina Ferreira, sei ver quando ela está bem e, atenção, também sei ver quando ela não o está!
Não é "as pessoas não gostam dela".
É uma coisa muito mais simples e muito menos dramática: responsabilidade.
Como Catarina Furtado já disse em contextos semelhantes, muitas críticas não são ataques, são alertas. Mas, para ouvir alertas, primeiro é preciso querer ouvir.
Agora vamos trazer isto lá para casa. Literalmente.
O teu filho parte alguma coisa. Magoa o irmão. Diz uma palavra feia que nem sabes bem onde foi buscar. (saber até sabes, mas isso também não é conversa para agora, talvez noutro post!)
E depois olha para ti com os olhos mais inocentes do mundo e diz:
"Tu é que percebeste mal."
Aceitas?
Claro que não.
Sentas-te com ele. Explicas. Corriges. Ensinas que crescer é exatamente isso reconhecer quando erramos, mesmo quando dói, mesmo quando é embaraçoso, mesmo quando toda a gente está a ver.
Agora imagina o contrário: um adulto, com palco e influência, a ensinar precisamente o oposto.
Foi isso que me incomodou, não gostei do que se passou, primeiro o que a Cristina disse, depois a TVI a ameaçar as pessoas e no final mais arroz na entrevista... Não foi a pessoa. Foi o exemplo.
Não peço perfeição. Porque, longe de mim, quer dizer... mas estou como o outro, que por vezes também é parvo, tem a mania, devia ter amigos para lhe dizerem umas coisas!
Portanto, peço noção!
Ninguém é perfeito. Eu, definitivamente, não sou. Tu provavelmente também não. E as figuras públicas? Também não.
Mas há um mínimo que se espera de quem tem voz: saber usá-la com integridade. Mesmo quando é difícil. Especialmente quando é difícil.
Um "errei, peço desculpa" simples e honesto faz mais pelo respeito do que dez discursos bem produzidos.
E vocês digam-me com sinceridade:
Acham que hoje em dia ainda sabemos pedir desculpa?
Partilha nos comentários
Quero mesmo saber o que pensam.
Quero mesmo saber o que pensam.


Comments
Desabafe o que lhe vai na Alma!