Erro na correção de um exame nacional: quando o sistema falha | Profissão Mãe

22 de julho de 2026

 


Não corrigiram metade do meu exame. Mas lixaram o rumo da minha vida académica!

Também eu, no meu tempo, fui prejudicada num exame nacional.

No exame de alemão do 12.º ano, não corrigiram a minha composição, precisamente a parte que valia metade da prova.

Não foi uma resposta que foi mal avaliada, nem uma nota com a qual eu não concordava.

Não corrigiram metade do exame.

Por causa de um erro que não era meu, fui obrigada a concorrer à segunda fase e não consegui entrar numa faculdade pública.

Isso condicionou toda a minha vida académica.

Este erro nunca foi verdadeiramente assumido. Não houve uma solução que reparasse o prejuízo. Não houve um pedido de desculpas. Nada. Zero. Niente. 

Além de estudarem, fazerem exames, preocuparem-se com as médias e com a entrada na faculdade, os alunos ainda têm de estar preparados para detectar erros humanos completamente alheios a eles. E depois têm de estudar regulamentos, cumprir prazos, pedir reapreciações, pagar e provar que o sistema falhou.

Como se já não bastasse a pressão.

Quando o erro é do sistema, a solução não pode ser castigar novamente o aluno. Deve assumir-se a responsabilidade e garantir que ele não perde a oportunidade de concorrer na fase a que teria direito.

Hoje, tudo se repete. Pior é com mais gente.

Mas está tudo bem. Encolhem-se os ombros. Alguns ainda dizem que esta geração é muito sensível, muito protegida, uma geração de coitadinhos.

Não, pessoas.

Os erros têm de ser assumidos. E não podem destruir ou condicionar o percurso académico de um aluno, já por si tão frágil e desigual.

Nem ontem, nem hoje, nem nunca.



Como correram os exames?



PROFISSÃO MÃE

sem filtros. 

Segue a Mãe nas redes sociais

Profissão Mãe, a newsletter

Não é spam. Também não é motivacional.
É só isto. E quando calha.

Comments

Desabafe o que lhe vai na Alma!